Autor: Dr. Marconi Tavares

  • Implante imediato: posso colocar o implante no mesmo dia da extração?

    Implante imediato: posso colocar o implante no mesmo dia da extração?

    Implantodontia • Orientações ao paciente

    O implante imediato pode permitir a instalação do implante na mesma cirurgia em que um dente é extraído. Mas isso não significa que todo paciente poderá sair com um dente fixo, nem que o tratamento estará concluído naquele dia.

    A decisão exige planejamento antes da extração e confirmação das condições encontradas durante a cirurgia. Entender essas etapas ajuda a avaliar propostas de tratamento sem confundir rapidez com indicação adequada.[1]

    Implante imediato é o mesmo que colocar o dente no mesmo dia?

    Não. São decisões relacionadas, mas diferentes:

    • Implante imediato: instalação do implante no local recém-extraído, na mesma sessão.
    • Restauração provisória imediata: colocação de um dente provisório logo após a instalação, podendo ficar sem contato com os dentes opostos.
    • Carga imediata: a prótese é conectada ao implante e entra em função precocemente. Na classificação do ITI, isso ocorre em até uma semana.

    Portanto, pode ser possível instalar o implante imediatamente e aguardar a cicatrização antes de conectá-lo a uma prótese. O provisório também não deve ser confundido com a coroa definitiva.[1]

    Quando o implante imediato pode ser indicado?

    Osso, gengiva, mordida e saúde geral precisam ser avaliados. É necessário obter estabilidade na posição adequada para a prótese. Para protocolos imediatos na região estética, o ITI recomenda exame clínico e avaliação por imagens, incluindo tomografia. Os resultados favoráveis dos estudos se referem a casos selecionados.[2]

    Para conhecer as etapas gerais, leia também como funciona o implante dentário e quando ele é indicado.

    Mesmo colocando o implante na hora, posso precisar de enxerto?

    Sim. Após uma extração, o osso e a gengiva passam por remodelação. A presença do implante não impede automaticamente essas mudanças.

    Pode ser necessário enxerto ósseo, manejo dos tecidos moles ou ambos. Isso depende do defeito existente e do resultado funcional e estético buscado. O implante imediato não deve ser apresentado como uma maneira garantida de evitar enxertos.[3]

    Um dente com infecção impede o implante imediato?

    Depende. Infecção aguda e crônica não são equivalentes. O ITI admite casos selecionados de infecção periapical crônica na região estética, sem fístula, com possibilidade de limpeza completa e osso para estabilidade. Isso não é autorização para implantar em qualquer local infectado.[2] Leia sobre infecção no dente e inchaço no rosto.

    Quando é melhor esperar para instalar o implante?

    Quando faltam condições para uma fixação segura, há defeitos importantes ou o risco estético é elevado, uma abordagem em etapas pode ser mais adequada. É possível aguardar a cicatrização dos tecidos ou realizar procedimentos de preservação e reconstrução antes do implante.[3]

    Combinar extração e implante pode reduzir intervenções, mas aumenta a exigência técnica. Entre os riscos estão alterações do contorno gengival e resultados estéticos insatisfatórios. A indicação deve equilibrar benefícios e riscos, e não apenas encurtar o calendário.[4]

    O plano pode mudar durante a cirurgia.

    A extração pode revelar condições desfavoráveis. Por isso, uma alternativa deve estar discutida previamente.[2]

    Resumo prático

    • Implante imediato e dente fixo imediato não são sinônimos.
    • A indicação depende das condições clínicas e da estabilidade.
    • Enxertos ainda podem ser necessários.
    • Esperar pode fazer parte de um planejamento adequado.

    Perguntas frequentes

    Vou ficar sem dente se não puder colocar o provisório sobre o implante?

    Existem outras soluções provisórias, que devem ser discutidas antes da extração.[2]

    Fazer tudo no mesmo dia é sempre melhor?

    Não. A combinação pode reduzir etapas, mas não elimina riscos nem serve para todos os casos.[4]

    O implante imediato evita perda óssea?

    Não impede toda a remodelação após a extração. Por isso, o planejamento também considera preservação e reconstrução dos tecidos.[3]

    Quando devo começar o planejamento?

    Assim que a necessidade de extrair o dente estiver confirmada, preferencialmente antes da cirurgia. Isso permite discutir o momento do implante e a solução provisória.[1]

    Avaliação em Brasília

    Precisa extrair um dente e está considerando um implante?

    Na avaliação com o Dr. Marconi Tavares, na PróRir Brasília, são discutidas as condições do local, as alternativas de reabilitação e as etapas do tratamento. Conheça também as opções de prótese para substituir um dente.

    Informações para avaliação

    Dr. Marconi Tavares

    Sobre o autor

    Dr. Marconi Tavares

    Cirurgião-Dentista com atuação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e Implantodontia.

    Graduado pela FORP-USP, com Residência e Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela FORP-USP e Doutorado pela Universidade de Brasília.

    Perfil profissional

    Referências

    1. ITI. Implant Placement and Loading Protocols. Consenso, 2018.
    2. ITI. Selection Criteria for Immediate Implant Placement and Immediate Loading for Single Tooth Replacement in the Maxillary Esthetic Zone. Consenso, 2023.
    3. Association of Dental Implantology. Timing of Implant Placement after Tooth Extraction.
    4. ITI. Implants in Postextraction Sites.

    Fontes consultadas em 06/10/2026. Conteúdo informativo; não substitui avaliação clínica ou planejamento individual.

  • Infecção no dente: quando o inchaço no rosto exige atendimento de urgência?

    Infecção no dente: quando o inchaço no rosto exige atendimento de urgência?

    CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL • ORIENTAÇÕES AO PACIENTE

    Infecção no dente com inchaço no rosto não deve ser tratada apenas como uma dor de dente comum. É preciso identificar a origem, avaliar a extensão e definir se o atendimento pode ocorrer no consultório ou precisa ser hospitalar.

    Este artigo explica os sinais de alerta e por que aliviar os sintomas não é o mesmo que resolver a causa. Se há dificuldade para respirar ou engolir, procure emergência imediatamente.

    Como uma infecção no dente pode causar inchaço no rosto?

    Uma infecção pode começar no interior do dente e alcançar a região ao redor da raiz. Quando há acúmulo de pus, forma-se um abscesso. Dor ao mastigar, sensibilidade ao toque e inchaço na gengiva são apresentações possíveis. Se o processo se estende, pode aparecer aumento de volume na face ou no pescoço.[1,2]

    Cáries, fraturas e problemas nos tecidos de suporte estão entre as condições que precisam ser investigadas. Nem todo rosto inchado tem origem dentária: identificar a causa faz parte da consulta, e não deve depender apenas de fotografias ou mensagens.[1,5]

    O siso também pode estar envolvido?

    Sim. A gengiva que recobre parcialmente um dente em erupção pode inflamar ou infectar, situação chamada pericoronarite. Ela pode provocar dor posterior, gosto desagradável, dificuldade de abertura bucal e, em alguns casos, inchaço facial. O tratamento pode incluir limpeza e irrigação profissional; episódios repetidos podem indicar extração, conforme a avaliação.[6] Saiba mais sobre quando extrair o dente do siso.

    Infecção no dente: quando procurar atendimento de urgência?

    Dor dentária acompanhada de inchaço no rosto merece avaliação urgente, preferencialmente no mesmo dia. Não espere vários dias para observar se melhora sozinha. Mesmo um abscesso aparentemente localizado precisa de tratamento odontológico.[1,2]

    Procure pronto-socorro imediatamente se houver dificuldade para respirar, engolir ou falar; voz abafada; inchaço sob a língua ou no pescoço; dificuldade importante para abrir a boca; inchaço próximo ao olho com dor ocular ou alteração da visão; ou aumento rápido e extenso do volume.[1–3]

    Nessas situações, não aguarde resposta pelo WhatsApp nem uma consulta de rotina. Se não puder se deslocar com segurança, acione o serviço local de emergência. O risco não é medido apenas pela intensidade da dor.

    Febre, mal-estar e piora do estado geral também aumentam a preocupação. A ausência de febre não exclui uma infecção relevante. Pessoas imunossuprimidas exigem avaliação especialmente cuidadosa.[3]

    Por que o antibiótico sozinho pode não resolver?

    O antibiótico não limpa o interior de um canal infectado nem remove um dente sem possibilidade de recuperação. Ele pode integrar o tratamento, mas a conduta precisa incluir o controle da origem da infecção. A melhora temporária dos sintomas não deve ser confundida com a conclusão do tratamento.[4,5]

    As recomendações profissionais priorizam intervenções odontológicas nos quadros localizados em pacientes com resposta imunológica normal. Antibióticos podem ser necessários quando a infecção se dissemina, há repercussão geral ou outras condições clínicas justificam sua utilização. Quando não é possível obter drenagem imediata, a conduta também precisa ser individualizada.[2–4]

    Isso não significa recusar antibióticos quando indicados. Significa usá-los com critério e junto ao tratamento necessário. Uso inadequado pode causar efeitos adversos e contribuir para resistência bacteriana. Não use sobras, não compartilhe receitas e não altere uma prescrição sem orientação.[4]

    Drenagem, canal ou extração: como é escolhido o tratamento?

    A escolha depende de onde está a infecção, da possibilidade de preservar o dente e das condições para realizar o procedimento com segurança.

    Drenagem

    Quando existe pus acumulado, pode ser necessário criar uma via de saída, pelo próprio dente ou por uma incisão nos tecidos. É um procedimento profissional; não tente furar ou espremer o local.[2]

    Tratamento de canal

    Busca remover o tecido infectado do interior do dente, limpar o sistema de canais e selá-lo. Pode permitir a preservação do dente, mas exige conclusão das etapas planejadas e, quando indicada, restauração ou coroa.[5] Conheça o atendimento de Endodontia em Brasília.

    Extração

    Pode ser indicada quando a manutenção do dente não é viável ou adequada. A existência de infecção não cria uma regra universal de “tomar remédio e esperar desinchar”: o momento da intervenção é definido pela avaliação clínica.[2,3]

    Quando o atendimento hospitalar pode ser necessário?

    Infecções que atingem regiões profundas, ameaçam a respiração ou apresentam sinais de gravidade exigem encaminhamento hospitalar. Limitação importante da abertura bucal, inchaço do assoalho da boca e dificuldade para engolir estão entre os alertas.[3]

    Nem todo abscesso precisa de internação. O ponto decisivo é reconhecer quando o quadro ultrapassa as condições seguras de tratamento ambulatorial. A Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial participa da avaliação e do tratamento cirúrgico dessas situações, conforme a estrutura do serviço.

    O que fazer enquanto busca atendimento?

    Organize o atendimento sem adiar por conta de uma melhora passageira. Leve a lista de medicamentos, alergias e informações sobre doenças ou tratamentos em andamento. Se já foi atendido e houver piora, procure reavaliação; não espere acabar o antibiótico para pedir ajuda.[3]

    Se consegue engolir normalmente, alimentos macios e higiene delicada podem reduzir o desconforto enquanto aguarda a consulta. Evite temperaturas que agravem a dor. Medidas de conforto não tratam a origem da infecção.[1]

    Perguntas frequentes

    Infecção no dente pode causar inchaço no rosto?

    Sim. Uma infecção de origem dentária pode atingir os tecidos próximos e causar inchaço na face. Isso exige avaliação odontológica urgente; dificuldade para respirar ou engolir exige pronto-socorro imediato.

    Antibiótico sozinho resolve o abscesso dentário?

    Pode ser necessário, mas não substitui o tratamento da origem. Conforme o diagnóstico, são indicados drenagem, tratamento de canal ou extração.

    É preciso esperar desinchar para tratar o dente?

    Não é uma regra. Adiar o tratamento da causa pode manter a infecção. O profissional decide o momento e o ambiente adequados conforme a segurança e a gravidade.

    Se não tenho febre, posso esperar?

    Não use a ausência de febre como garantia de segurança. Inchaço progressivo e alterações para abrir a boca, engolir ou respirar precisam ser valorizados.

    Todo dente com infecção precisa ser extraído?

    Não. Quando o dente pode ser preservado, o tratamento de canal pode ser uma opção. A indicação depende do diagnóstico e das condições do dente e de seus tecidos de suporte.

    AVALIAÇÃO EM BRASÍLIA

    O primeiro passo é identificar a causa.

    Para avaliação odontológica e em Cirurgia Bucomaxilofacial, conheça o atendimento do Dr. Marconi Tavares na PróRir Brasília. Informe à equipe se há dor e inchaço para receber orientação sobre a disponibilidade de atendimento.

    Informações para avaliação

    Agendamento não substitui emergência: diante dos sinais graves descritos, procure pronto-socorro sem esperar retorno da clínica.

    Dr. Marconi Tavares, cirurgião bucomaxilofacial em Brasília

    SOBRE O AUTOR

    Dr. Marconi Tavares

    Cirurgião-Dentista com atuação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

    Cirurgião-dentista formado pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP), com Residência e Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela FORP-USP e Doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Atua em Cirurgia Bucomaxilofacial, Implantodontia e Harmonização Orofacial em Brasília.

    Nota: conteúdo informativo. Não substitui exame clínico, diagnóstico ou prescrição individual. Não inicie, suspenda ou modifique medicamentos sem orientação profissional.

  • Sangramento após extração de dente: o que é normal e quando se preocupar?

    Sangramento após extração de dente: o que é normal e quando se preocupar?

    CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL • ORIENTAÇÕES AO PACIENTE

    Sangramento após extração de dente pode ocorrer em pequena quantidade sem representar uma hemorragia. Um pouco de sangue misturado à saliva ou uma saída discreta pelo local operado é diferente de sangramento ativo, persistente e volumoso. Saber reconhecer essa diferença ajuda a proteger a cicatrização e a buscar atendimento no momento certo.

    As orientações abaixo não substituem as recomendações específicas do profissional que realizou a cirurgia. Se a boca está enchendo de sangue ou há dificuldade para respirar ou engolir, procure emergência agora.

    O que pode ser considerado normal após uma extração?

    Após a retirada do dente, fica uma cavidade no osso chamada alvéolo. Nesse local, a formação de um coágulo ajuda a interromper a saída de sangue. Nas primeiras horas, podem ocorrer saliva rosada e um pequeno escape de sangue, às vezes descrito como oozing: uma saída discreta, sem fluxo intenso.

    A mistura com saliva pode fazer uma pequena quantidade de sangue parecer maior. Por isso, importa observar a intensidade, a continuidade e a resposta à pressão, não apenas a cor da saliva. Um discreto sangramento que diminui é diferente de sangue acumulando continuamente na boca.

    Desconforto e edema também podem fazer parte da recuperação. O inchaço pode aumentar nos primeiros dois a três dias e depois começar a regredir. A evolução varia conforme a complexidade da cirurgia, o número de dentes removidos e as condições do paciente. Dor intensa, piora progressiva ou sinais de infecção não devem ser atribuídos automaticamente ao pós-operatório habitual.

    Na extração de sisos e dentes inclusos, por exemplo, o planejamento e as orientações precisam considerar a extensão da intervenção.

    Por que o coágulo é tão importante?

    O coágulo funciona como uma barreira inicial na ferida: plaquetas e fibrina participam da hemostasia, isto é, do controle do sangramento. Ele também integra o ambiente em que começa a cicatrização. Não é sujeira que precisa ser removida.

    Nas primeiras 24 horas, proteja esse local:

    • evite cuspir repetidamente;
    • não faça bochechos vigorosos;
    • não mexa no alvéolo com a língua, os dedos ou objetos.

    A tentativa de “limpar o buraco” pode deslocar o coágulo e fazer o local voltar a sangrar. Retome a higiene conforme a orientação recebida, sem traumatizar a ferida.

    O que fazer se o local voltar a sangrar?

    Se houver sangramento leve e você estiver bem, uma das primeiras medidas é a compressão direta:

    1. Permaneça sentado, com a cabeça elevada.
    2. Dobre uma gaze limpa e umedeça levemente com água limpa ou soro fisiológico, sem encharcar.
    3. Coloque a gaze diretamente sobre o local da extração, sem empurrá-la para dentro do alvéolo.
    4. Morda com pressão firme e contínua por aproximadamente 20–30 minutos.
    5. Não retire repetidamente a gaze para verificar: isso interrompe a compressão.

    Se não usa anticoagulante ou antiagregante, não apresenta sinais graves e o sangramento continua, repita a compressão uma vez. Se não controlar, procure atendimento odontológico de urgência. Não durma com a gaze na boca.

    Se usa anticoagulante ou antiagregante: procure avaliação de urgência se a primeira compressão não controlar o sangramento ou se ele voltar. Não fique repetindo tentativas em casa. Se houver sangramento intenso, fraqueza importante ou dificuldade para respirar, procure emergência imediatamente.

    Evite exercício físico, álcool, tabaco e bebidas muito quentes. Depois de controlar o sangramento, mantenha os cuidados para preservar o coágulo, especialmente nas 24 horas seguintes. Não use medicamentos, produtos caseiros ou substâncias dentro da ferida por iniciativa própria.

    Quando o sangramento após extração de dente deixa de ser esperado?

    Não existe um prazo único que torne todo sangramento “normal”. A quantidade, a persistência e os sintomas associados são decisivos. Procure avaliação diante de:

    • sangue vermelho vivo em fluxo contínuo;
    • boca enchendo de sangue;
    • formação repetida de coágulos volumosos;
    • persistência apesar da compressão adequada;
    • tontura, fraqueza ou sensação de desmaio;
    • dificuldade para respirar ou engolir.

    ATENÇÃO À URGÊNCIA

    Não espere uma consulta de rotina se o sangramento for intenso.

    Boca enchendo rapidamente de sangue, dificuldade para respirar ou engolir, desmaio ou fraqueza importante exigem atendimento imediato em pronto-socorro. Não espere completar duas tentativas de compressão nem aguarde resposta por mensagem. Se não puder se deslocar com segurança, acione o serviço de emergência. Não dirija se estiver tonto ou fraco.

    Mesmo sem esses sinais graves, sangramento persistente após a compressão precisa de avaliação odontológica de urgência. Se surgir novamente dias depois e vier acompanhado de febre, secreção, dor crescente ou aumento do inchaço, pode haver infecção ou outra complicação. Procure o profissional para identificar a causa; não inicie antibiótico por conta própria.

    E quem usa anticoagulantes ou antiagregantes?

    Não suspenda o medicamento por conta própria. A proteção contra trombose e outros eventos cardiovasculares precisa ser considerada junto com o risco de sangramento. Interromper uma medicação prescrita pode trazer consequências graves.

    A decisão depende do fármaco, da dose, do procedimento realizado, das condições clínicas e do risco tromboembólico. Informe todos os medicamentos em uso, inclusive associações e mudanças recentes. O cirurgião pode precisar conversar com o médico responsável.

    Medidas hemostáticas locais têm papel central no controle do sangramento. Usar esses medicamentos não significa, automaticamente, que a cirurgia é proibida ou que o tratamento deve ser interrompido.

    Leia também: Anticoagulantes e cirurgia odontológica: é preciso suspender o medicamento?

    Como o cirurgião controla o sangramento?

    O tratamento começa pela identificação da origem do sangramento. Nem sempre o problema está apenas no alvéolo: os tecidos ao redor e as condições gerais também precisam ser avaliados.

    • Compressão: pressão aplicada corretamente sobre o ponto de sangramento.
    • Revisão do alvéolo: inspeção profissional da ferida para localizar a causa e definir a conduta. Não é uma manobra para o paciente realizar em casa.
    • Agentes hemostáticos locais: materiais próprios, como celulose oxidada ou esponjas de colágeno, podem ajudar no controle.
    • Sutura: pontos podem aproximar tecidos e estabilizar as bordas da ferida e os materiais utilizados.
    • Avaliação sistêmica: revisão de medicamentos, doenças e necessidade de exames.

    Outras medidas, contato com o médico ou encaminhamento hospitalar podem ser necessários conforme a intensidade e a causa. O objetivo é controlar o episódio e reduzir a chance de recorrência.

    Resumo prático

    • Pequena quantidade de sangue ou oozing não significa necessariamente hemorragia.
    • Pressão firme e contínua é uma das primeiras medidas.
    • Sangramento persistente exige avaliação; sinais graves exigem atendimento imediato.
    • Anticoagulantes e antiagregantes não devem ser suspensos sem orientação profissional.

    Perguntas frequentes

    É normal sangrar no dia da extração?

    Uma pequena quantidade de sangue misturada à saliva pode ocorrer no dia da extração. Saliva rosada não equivale, por si só, a hemorragia. Já sangue em fluxo contínuo, boca enchendo de sangue ou sangramento que não cede à compressão exigem avaliação.

    Quanto tempo devo pressionar a gaze?

    Mantenha pressão firme e contínua por aproximadamente 20–30 minutos, sem retirar a gaze repetidamente. Se não usa anticoagulantes ou antiagregantes e não apresenta sinais graves, pode repetir uma vez. Se persistir, procure atendimento. Quem usa esses medicamentos deve procurar avaliação se a primeira compressão falhar ou se o sangramento voltar.

    Posso cuspir ou fazer bochecho?

    Nas primeiras 24 horas, evite cuspir repetidamente, fazer bochechos vigorosos ou tocar no alvéolo. Esses hábitos podem deslocar o coágulo. Siga a orientação individual do cirurgião para retomar a higiene.

    Quem toma anticoagulante deve suspender o remédio?

    Não suspenda, reduza nem altere o horário por conta própria. A conduta considera o medicamento, o procedimento, as condições clínicas e o risco de trombose; pode exigir discussão entre o cirurgião-dentista e o médico prescritor.

    AVALIAÇÃO EM BRASÍLIA

    Precisa de avaliação após uma extração?

    Se o sangramento persistir, entre em contato com o profissional que realizou a cirurgia ou procure um serviço odontológico de urgência. Para avaliação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial em Brasília, conheça o atendimento do Dr. Marconi Tavares.

    Informações para avaliação

    O agendamento não substitui atendimento de emergência. Diante dos sinais graves descritos acima, dirija-se imediatamente a um pronto-socorro.

    Dr. Marconi Tavares, cirurgião bucomaxilofacial em Brasília

    SOBRE O AUTOR

    Dr. Marconi Tavares

    Cirurgião-Dentista com atuação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

    Cirurgião-dentista formado pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP), com Residência e Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela FORP-USP e Doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Atua em Cirurgia Bucomaxilofacial, Implantodontia e Harmonização Orofacial em Brasília.

    Nota: conteúdo informativo, sem diagnóstico ou prescrição individual. Não suspenda medicamentos nem inicie tratamentos por conta própria.

  • Anticoagulantes e cirurgia odontológica: é preciso suspender o medicamento?

    Anticoagulantes e cirurgia odontológica: é preciso suspender o medicamento?

    CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL

    Anticoagulantes e cirurgia odontológica geram uma dúvida frequente: é preciso suspender o medicamento antes do procedimento? Na maioria das situações odontológicas, o paciente não deve suspender o anticoagulante por conta própria. O risco de sangramento precisa ser avaliado, mas interromper um medicamento que protege contra trombose, embolia ou acidente vascular cerebral também pode produzir consequências graves. A conduta correta nasce do equilíbrio entre esses dois riscos.

    A pergunta não é apenas “o medicamento aumenta o sangramento?”. É preciso saber qual medicamento está sendo usado, por que foi prescrito, qual procedimento será realizado e quais medidas locais podem controlar o sangramento com segurança.

    Por que os anticoagulantes são utilizados?

    Anticoagulantes reduzem a formação ou a progressão de coágulos dentro dos vasos. Eles podem ser prescritos, por exemplo, para pacientes com fibrilação atrial, histórico de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, próteses valvares e outras condições com risco tromboembólico.

    Isso explica por que a simples suspensão antes de uma extração ou cirurgia não é uma decisão neutra. Ao diminuir a proteção oferecida pelo medicamento, o paciente pode ficar exposto ao problema cardiovascular ou vascular que motivou o tratamento.

    Anticoagulante e antiagregante plaquetário são a mesma coisa?

    Anticoagulantes

    Atuam sobre etapas da coagulação. Entre os exemplos estão varfarina, apixabana, rivaroxabana, dabigatrana e edoxabana.

    Antiagregantes plaquetários

    Reduzem a agregação das plaquetas. Ácido acetilsalicílico, clopidogrel, prasugrel e ticagrelor fazem parte desse grupo.

    A distinção importa porque cada classe tem características próprias. Além disso, alguns pacientes usam combinações de medicamentos, o que exige avaliação ainda mais individualizada.

    Anticoagulantes e cirurgia odontológica: é preciso suspender?

    Não existe uma resposta única para todos os pacientes e todos os procedimentos. Entretanto, diretrizes odontológicas destacam que, para muitos procedimentos com sangramento controlável por medidas locais, os antitrombóticos podem ser mantidos. A decisão depende do risco hemorrágico do procedimento, do medicamento, da dose, do horário de uso, da função renal, de outras doenças e de medicamentos associados.

    O paciente nunca deve retirar, reduzir, antecipar ou atrasar uma dose sem orientação profissional específica. Quando alguma adaptação é necessária, ela deve ser planejada pelo cirurgião-dentista e, conforme o caso, discutida com o médico responsável pela prescrição.

    O risco de sangramento depende do procedimento

    Menor risco

    Procedimentos não invasivos, anestesia local em áreas apropriadas, restaurações e outras intervenções que não costumam produzir sangramento relevante.

    Risco intermediário

    Extrações simples e procedimentos cirúrgicos limitados podem demandar planejamento do horário e medidas locais de hemostasia.

    Maior risco

    Cirurgias extensas, múltiplas extrações, grandes retalhos ou procedimentos em áreas amplas exigem avaliação individual e planejamento mais detalhado.

    Na avaliação de anticoagulantes e cirurgia odontológica, o tamanho do procedimento não é o único fator. Uma extração aparentemente simples pode ter risco diferente quando há inflamação extensa, dificuldade cirúrgica, doença hepática ou renal, alteração hematológica, hipertensão descontrolada ou associação de diferentes fármacos.

    O que muda conforme o medicamento?

    Varfarina

    Em pacientes que utilizam varfarina, o efeito anticoagulante pode ser acompanhado pelo INR. A proximidade e a validade do exame, a estabilidade dos resultados e o tipo de cirurgia são considerados no planejamento. Um resultado isolado não deve ser interpretado fora do contexto clínico.

    Anticoagulantes orais diretos

    Apixabana, rivaroxabana, dabigatrana e edoxabana apresentam início e duração de efeito diferentes da varfarina. Para intervenções de baixo risco, muitas vezes não é necessária suspensão. Em procedimentos com maior possibilidade de sangramento, o horário da dose pode precisar ser avaliado. Função renal, posologia e horário habitual de uso fazem parte dessa decisão.

    Antiagregantes plaquetários

    Medicamentos como ácido acetilsalicílico e clopidogrel também não devem ser interrompidos automaticamente. Essa precaução é especialmente importante quando foram prescritos após colocação de stent ou em pessoas com risco cardiovascular relevante. Mesmo quando há terapia dupla, o planejamento deve ser compartilhado quando necessário, sem suspensão unilateral.

    Como o sangramento pode ser controlado no consultório?

    O planejamento de anticoagulantes e cirurgia odontológica inclui medidas para reduzir e controlar o sangramento. Grande parte dos episódios de sangramento odontológico pode ser controlada com técnica cuidadosa e medidas locais. O planejamento pode incluir:

    • realização do procedimento no início do dia e, quando possível, no começo da semana;
    • técnica cirúrgica atraumática;
    • compressão local adequada;
    • uso de materiais hemostáticos dentro do alvéolo ou da ferida;
    • sutura quando indicada;
    • limitação da extensão do procedimento por sessão;
    • orientações pós-operatórias claras e canal de contato para intercorrências.

    O objetivo não é eliminar completamente a possibilidade de sangramento, mas prever o risco e garantir que ele seja controlável com os recursos adequados.

    INTEGRAÇÃO COM A SCIORA

    Quer entender o que acontece na hemostasia?

    Para profissionais e estudantes, o artigo da Sciora explica as vias da coagulação, a formação do coágulo e a interpretação de TP e TTPa de maneira aplicada à prática odontológica.

    Ler o artigo técnico na Sciora

    Quando é necessário conversar com o médico?

    O contato com o médico prescritor pode ser necessário quando o procedimento tem maior risco hemorrágico, quando existe combinação de anticoagulante e antiagregante, instabilidade clínica, insuficiência renal ou hepática relevante, alteração recente da medicação, dúvida sobre a indicação do fármaco ou necessidade de uma mudança temporária no esquema.

    Essa comunicação não serve para simplesmente pedir “autorização para suspender”. Ela deve apresentar o procedimento planejado, o risco esperado e a dúvida clínica objetiva, permitindo uma decisão compartilhada.

    Perguntas frequentes

    Posso deixar de tomar o anticoagulante no dia da extração?

    Não faça isso por conta própria. A manutenção ou eventual adaptação depende do medicamento, da dose, do horário, do motivo do tratamento e do risco de sangramento do procedimento.

    Todo paciente que usa varfarina precisa fazer INR?

    O INR faz parte da avaliação da varfarina, mas a necessidade e o momento do exame dependem da estabilidade do tratamento e do procedimento previsto. O cirurgião-dentista orientará conforme o caso.

    Rivaroxabana e apixabana exigem os mesmos cuidados?

    São anticoagulantes orais diretos, porém têm posologias e características farmacológicas próprias. O horário das doses e a função renal precisam ser considerados individualmente.

    Usar anticoagulante impede a colocação de implantes?

    Não necessariamente. É preciso avaliar extensão da cirurgia, necessidade de enxertos, condições sistêmicas e possibilidade de controle local do sangramento.

    O dentista pode decidir sozinho suspender o medicamento?

    O cirurgião-dentista avalia o risco odontológico. Quando uma mudança do esquema antitrombótico é cogitada, a decisão deve considerar a indicação médica e pode exigir contato com o prescritor.

    PRÓXIMO PASSO

    Usa anticoagulante e precisa realizar uma cirurgia odontológica?

    Leve a lista completa de medicamentos, doses, horários de uso, exames recentes e informações sobre o motivo da anticoagulação. Com esses dados, é possível planejar o procedimento com mais segurança.

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    Dr. Marconi Tavares, cirurgião bucomaxilofacial em Brasília

    SOBRE O AUTOR

    Marconi Tavares

    Cirurgião Bucomaxilofacial • Especialista em Implantodontia e Harmonização Orofacial • Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial • Doutor pela Universidade de Brasília

    Cirurgião-dentista formado pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP), com Residência e Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela FORP-USP e Doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Atua em Cirurgia Bucomaxilofacial, Implantodontia e Harmonização Orofacial em Brasília.


    Nota: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico, exames ou planejamento profissional individualizado. Não suspenda ou altere medicamentos prescritos sem orientação dos profissionais responsáveis.

  • Quando um Procedimento em Cirurgia Bucomaxilofacial Exige Suporte Hospitalar?

    Quando um Procedimento em Cirurgia Bucomaxilofacial Exige Suporte Hospitalar?

    CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL

    A cirurgia bucomaxilofacial hospitalar é necessária quando a complexidade, a técnica anestésica ou as condições do paciente exigem suporte que vai além do consultório. Algumas situações — pela necessidade de sedação ou anestesia geral, ou por se tratarem de uma urgência — exigem estrutura hospitalar. Entender essa diferença ajuda o paciente a compreender por que o mesmo diagnóstico pode levar a ambientes de tratamento completamente diferentes.

    O ambiente de tratamento faz parte do planejamento, não é um detalhe. Definir se um procedimento pode ser feito em consultório, em cirurgia ambulatorial ou exige centro cirúrgico hospitalar é parte da avaliação clínica, tanto quanto o diagnóstico em si.

    Cirurgia bucomaxilofacial hospitalar: consultório, ambulatório ou hospital?

    A maior parte dos procedimentos em Cirurgia Bucomaxilofacial — como a remoção de sisos, pequenas biópsias ou tratamentos de infecções localizadas — pode ser realizada em consultório ou em ambiente de cirurgia ambulatorial, com anestesia local. Já procedimentos de maior porte, que exigem sedação profunda, anestesia geral, ou que envolvem risco de complicações que precisam de suporte imediato, costumam exigir centro cirúrgico hospitalar.

    Consultório e ambulatório

    Procedimentos de menor complexidade, geralmente com anestesia local, sem necessidade de suporte hospitalar imediato.

    Ambiente hospitalar

    Procedimentos de maior porte, sedação profunda ou anestesia geral, comorbidades relevantes, ou situações de urgência que exigem suporte multiprofissional.

    Situações que costumam exigir estrutura hospitalar

    A indicação de cirurgia bucomaxilofacial hospitalar depende do diagnóstico e das características individuais do caso. Entre as situações que mais frequentemente precisam dessa estrutura estão:

    Cirurgia Ortognática

    Envolve anestesia geral e reposicionamento dos ossos maxilares, exigindo centro cirúrgico e acompanhamento pós-operatório imediato.

    Trauma facial

    Fraturas da face podem exigir avaliação de urgência, exames de imagem e, em muitos casos, cirurgia hospitalar.

    Infecções extensas

    Infecções odontogênicas que se espalham para espaços da face e do pescoço podem exigir internação e drenagem em ambiente hospitalar.

    Reconstruções ósseas complexas

    Procedimentos reconstrutivos de maior porte costumam exigir centro cirúrgico e, em alguns casos, período de internação.

    Remoção de patologias extensas

    Cistos ou tumores de maior extensão podem exigir cirurgia hospitalar, dependendo do tamanho e da localização.

    Pacientes com comorbidades

    Condições de saúde associadas podem exigir suporte hospitalar mesmo em procedimentos que, isoladamente, seriam ambulatoriais.

    Por que ter acesso à estrutura hospitalar importa

    Quando um caso necessita de cirurgia bucomaxilofacial hospitalar, o acesso do cirurgião ao ambiente hospitalar favorece a continuidade do acompanhamento e o planejamento adequado do tratamento. Isso é especialmente relevante em procedimentos eletivos de maior porte e em situações de urgência.

    Ter capacitação técnica e acesso ao ambiente hospitalar, tanto para procedimentos eletivos planejados com antecedência quanto para situações de urgência, permite que o mesmo profissional conduza o caso do início ao fim, independente da complexidade que ele venha a assumir.

    ATUAÇÃO HOSPITALAR

    Acesso à rede privada e pública em Brasília

    Integro o corpo clínico de hospitais particulares em Brasília e, como servidor da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) desde 2016, atuo no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), com acesso à rede hospitalar pública — inclusive para urgências bucomaxilofaciais.

    Conhecer a estrutura hospitalar disponível

    Perguntas frequentes

    Toda cirurgia bucomaxilofacial precisa de hospital?

    Não. A maior parte dos procedimentos é realizada em consultório ou em cirurgia ambulatorial. O ambiente depende da complexidade do caso, da técnica anestésica e das condições de saúde do paciente.

    Como saber se meu caso vai precisar de hospital?

    Essa definição faz parte do planejamento cirúrgico, feito durante a avaliação clínica, considerando diagnóstico, exames, complexidade do procedimento e condições gerais de saúde.

    Uma urgência bucomaxilofacial pode ser atendida fora do horário comercial?

    Situações de urgência podem exigir avaliação e conduta imediatas. O encaminhamento e o ambiente adequado dependem da gravidade e das características de cada caso.

    Plano de saúde ou SUS têm acesso à mesma estrutura?

    O acesso à rede privada e à rede pública segue fluxos distintos, e as condições de cobertura devem ser verificadas conforme o vínculo de cada paciente.

    PRÓXIMO PASSO

    Seu caso pode precisar de suporte hospitalar?

    Uma avaliação inicial permite entender a complexidade do caso e o ambiente mais adequado para o tratamento.

    Agende sua avaliação

    Fale com a recepção e agende uma avaliação em Cirurgia Bucomaxilofacial com o Dr. Marconi Tavares.

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    Dr. Marconi Tavares, cirurgião bucomaxilofacial em Brasília

    SOBRE O AUTOR

    Marconi Tavares

    Cirurgião Bucomaxilofacial • Especialista em Harmonização Orofacial • Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial • Doutor pela Universidade de Brasília

    Cirurgião-dentista formado pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP), com Residência e Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela FORP-USP, Doutorado pela Universidade de Brasília (UnB) e especialização em Harmonização Orofacial. Atua em Cirurgia Bucomaxilofacial, Implantodontia e Harmonização Orofacial, integrando prática clínica, anatomia, planejamento facial, ensino e produção científica.


    Nota: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico, exames ou planejamento profissional individualizado.

  • Cirurgia Ortognática ou Compensação Ortodôntica: Qual é o Seu Caso?

    Cirurgia Ortognática ou Compensação Ortodôntica: Qual é o Seu Caso?

    CIRURGIA ORTOGNÁTICA

    Nem todo desalinhamento entre os dentes e a mordida se resolve apenas com aparelho. Quando a alteração tem origem no crescimento dos ossos da face — e não apenas na posição dos dentes — o tratamento ortodôntico sozinho pode até melhorar a aparência dos dentes alinhados, mas não corrige o problema real. Entender a diferença entre um caso cirúrgico e um caso de compensação ortodôntica é essencial antes de iniciar qualquer tratamento.

    O ponto central deste artigo: quando o diagnóstico aponta para necessidade de cirurgia ortognática, tentar resolver o caso apenas com compensação ortodôntica tende a gerar consequências que só aparecem meses ou anos depois — e que podem ser mais difíceis de reverter do que o problema original.

    O que é um caso cirúrgico?

    Um caso é considerado cirúrgico quando existe uma discrepância entre os ossos maxilares — maxila e mandíbula — que vai além do que a movimentação dentária consegue disfarçar. Isso pode se manifestar como uma mandíbula muito à frente ou muito recuada em relação à maxila, uma face desproporcional entre os terços, mordida aberta esquelética, ou assimetrias faciais. Nesses casos, os dentes até podem ser alinhados dentro de cada arcada, mas a relação entre as duas arcadas — e entre os ossos que as sustentam — continua desproporcional.

    Cirurgia ortognática x compensação ortodôntica

    Tratamento cirúrgico-ortodôntico

    Combina Ortodontia e Cirurgia Ortognática. Os dentes são preparados para a posição final correta, a cirurgia reposiciona os ossos maxilares, e a Ortodontia finaliza o encaixe. O resultado trata a causa esquelética do problema.

    Compensação ortodôntica

    Move os dentes dentro do osso para tentar disfarçar visualmente uma discrepância que, na verdade, é esquelética. Os dentes se inclinam para compensar uma base óssea que permanece desproporcional.

    Sinais de que o caso pode ser cirúrgico

    Desproporção facial visível

    Queixo muito à frente, muito recuado, ou assimetria perceptível entre os lados do rosto.

    Dificuldade para fechar os lábios

    Esforço muscular constante para manter a boca fechada em repouso.

    Mordida muito aberta ou muito fechada

    Dentes anteriores que não se tocam, ou sobremordida acentuada.

    Dificuldade mastigatória importante

    Dificuldade para morder ou cortar alimentos com os dentes da frente.

    Padrão de crescimento familiar

    Histórico de parentes com características faciais semelhantes e tratamento cirúrgico prévio.

    Diagnóstico por documentação

    Radiografias e análise cefalométrica confirmando origem esquelética, não apenas dentária.

    Nenhum desses sinais isoladamente confirma a necessidade de cirurgia — essa conclusão depende de documentação ortodôntica completa, incluindo radiografias e análise da proporção entre os ossos da face. Mas a presença de vários desses sinais é o momento de buscar uma avaliação específica antes de iniciar qualquer aparelho.

    POR QUE ISSO IMPORTA

    Os riscos de compensar um caso que é cirúrgico

    Quando um paciente com diagnóstico cirúrgico opta por tentar resolver o caso apenas com Ortodontia compensatória, o aparelho consegue disfarçar o problema por um tempo — mas a base óssea desproporcional continua ali. Os efeitos abaixo não são hipotéticos: são consequências mecânicas previsíveis de mover dentes além dos limites que o osso e os tecidos de suporte permitem.

    Prejuízo estético

    A compensação ortodôntica alinha os dentes, mas não corrige a posição dos ossos da face. Com frequência, o perfil e a proporção facial permanecem desarmônicos mesmo depois de anos de aparelho — porque o problema nunca esteve apenas nos dentes.

    Problemas periodontais

    Para compensar uma discrepância óssea, os dentes muitas vezes precisam ser inclinados além do envelope ósseo que os sustenta. Isso pode levar as raízes a se aproximarem ou ultrapassarem a cortical óssea, favorecendo recessão gengival, perda de osso de suporte e maior fragilidade periodontal ao longo do tempo.

    Inclinação excessiva dos dentes

    Dentes muito inclinados para compensar a base óssea ficam biomecanicamente desfavorecidos: recebem forças de mordida fora do eixo ideal, o que aumenta o desgaste, o risco de trauma oclusal e, a longo prazo, pode comprometer a estabilidade do próprio dente.

    Ineficiência mastigatória

    Como a relação entre as arcadas continua desproporcional, o contato entre os dentes superiores e inferiores nunca se torna ideal. O paciente pode mastigar de forma menos eficiente mesmo com os dentes individualmente alinhados, porque o encaixe global da mordida não foi corrigido.

    Problemas na articulação temporomandibular (ATM)

    Quando a mandíbula é forçada a se posicionar de forma compensatória para tentar um encaixe dentário aceitável, a articulação temporomandibular pode ser sobrecarregada de maneira crônica. Isso está associado a dor, estalos, limitação de abertura bucal e desgaste articular em alguns pacientes.

    Perguntas frequentes

    Toda cirurgia ortognática exige aparelho antes?

    Sim, na abordagem convencional. A fase ortodôntica pré-cirúrgica prepara os dentes para a posição final, antes do reposicionamento ósseo.

    É possível saber com certeza se o caso é cirúrgico sem consulta?

    Não. Essa definição depende de documentação ortodôntica completa e avaliação clínica — não é possível concluir isso apenas observando o rosto ou os dentes.

    Compensar sempre dá errado?

    Nem todo caso limítrofe é contraindicado para compensação — em discrepâncias discretas, a compensação pode ser uma opção válida. O risco descrito neste artigo se aplica a casos com diagnóstico cirúrgico claro, nos quais a compensação tenta disfarçar uma discrepância que o aparelho sozinho não tem capacidade de resolver.

    Depois de anos compensando, ainda dá para operar?

    Em muitos casos, sim, mas o planejamento pode ser mais complexo, já que é necessário reverter parte da inclinação dentária compensatória antes de preparar o caso para a cirurgia.

    CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA BUCOMAXILOFACIAL

    Avaliação para Cirurgia Ortognática com Dr. Marconi Tavares

    A avaliação inclui exame clínico, documentação ortodôntica e análise da proporção entre os ossos da face, para definir com precisão se o seu caso é cirúrgico ou pode ser tratado apenas com Ortodontia.

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    Está em dúvida se o seu caso é cirúrgico ou compensável?

    Uma avaliação com documentação completa é o único jeito de saber com segurança — antes de iniciar qualquer aparelho.

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    Nota: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico, exames ou planejamento profissional individualizado. A indicação entre tratamento cirúrgico e compensação ortodôntica depende sempre de avaliação clínica e documentação específica.

  • Frequência de Limpeza Dental: 6 Fatores que Definem o Intervalo Ideal

    Frequência de Limpeza Dental: 6 Fatores que Definem o Intervalo Ideal

    PREVENÇÃO

    A frequência de limpeza dental ideal não é um número fixo válido para todo mundo. “De quanto em quanto tempo eu preciso fazer limpeza?” é uma das perguntas mais comuns em consultório — e a resposta depende de características individuais de cada paciente, não de uma regra genérica aplicada a todos.

    Muitas alterações bucais evoluem de forma silenciosa, sem dor. É por isso que o acompanhamento periódico tem valor: elas são identificadas mais facilmente em estágio inicial durante consultas preventivas.

    Frequência de limpeza dental: por que não existe um prazo único

    A frequência de limpeza dental depende de fatores como capacidade de higiene no dia a dia, histórico de cáries e doença periodontal, presença de aparelho ortodôntico ou próteses, hábitos como tabagismo e condições gengivais individuais. Um paciente com boa higiene e sem histórico de problemas pode ter uma frequência de limpeza dental menor do que alguém com maior propensão a acúmulo de biofilme.

    6 fatores que influenciam a frequência ideal

    1. Higiene diária

    Qualidade e consistência da escovação e do uso do fio dental em casa.

    2. Histórico de cárie

    Pacientes com histórico recente de cáries costumam precisar de intervalos menores.

    3. Doença periodontal

    Gengivite ou periodontite ativa exige acompanhamento mais frequente.

    4. Aparelho ou prótese

    Dispositivos ortodônticos e próteses tornam a higiene mais desafiadora em algumas regiões.

    5. Hábitos como tabagismo

    Podem acelerar o acúmulo de tártaro e alterar a resposta gengival.

    6. Saúde geral

    Algumas condições sistêmicas influenciam diretamente a saúde bucal e a resposta dos tecidos.

    O que a consulta preventiva avalia

    Além da remoção de placa e tártaro, a consulta preventiva permite identificar sinais iniciais de cárie, alterações gengivais, desgaste dentário e outras mudanças que ainda não geram sintomas perceptíveis. É justamente por isso que o acompanhamento periódico tem valor: muitas alterações bucais evoluem de forma silenciosa e são identificadas mais facilmente em estágio inicial durante essas consultas.

    Quando o intervalo pode precisar ser reavaliado

    Mudanças recentes de saúde geral, início de algum tratamento (como Ortodontia), sangramento gengival frequente ou histórico recente de cárie são situações em que vale reavaliar com o profissional se a frequência de limpeza dental praticada até então precisa ser ajustada — encurtada ou até mantida, conforme a resposta observada ao longo do tempo.

    Como manter os resultados entre uma consulta e outra

    A limpeza dental feita em consultório não substitui os cuidados diários — os dois se complementam. Escovação pelo menos duas vezes ao dia, uso diário do fio dental e, quando indicado pelo profissional, enxaguante bucal específico ajudam a manter os resultados da profilaxia por mais tempo e podem, em alguns casos, permitir que a frequência de limpeza dental seja um pouco menor. Por outro lado, negligenciar a higiene diária tende a acelerar o acúmulo de biofilme e tártaro, aproximando a necessidade da próxima consulta.

    Perguntas frequentes

    Qual a frequência de limpeza dental recomendada?

    Não existe um número fixo. A frequência de limpeza dental ideal depende de higiene, histórico e características individuais, definidos com o profissional.

    Prevenção é apenas remoção de tártaro?

    Não. Também inclui identificação precoce de cáries, alterações gengivais e orientação de higiene.

    Quem usa aparelho precisa de mais consultas preventivas?

    Pode precisar, já que aparelhos e próteses tornam a higiene mais desafiadora em algumas regiões.

    É possível ter problema bucal sem sentir dor?

    Sim. Muitas alterações evoluem de forma silenciosa e são identificadas em consultas de rotina.

    PRÓRIR BRASÍLIA

    Avaliação preventiva na PróRir Brasília

    A consulta preventiva permite avaliar suas características individuais e definir, com base nelas, qual frequência de limpeza dental faz sentido para o seu caso.

    Conhecer Prevenção Odontológica na PróRir Brasília

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    PRÓXIMO PASSO

    Não sabe qual é a frequência de limpeza dental ideal para você?

    Uma avaliação preventiva define, com base no seu caso, qual intervalo faz sentido.

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  • Clareamento ou Facetas: Qual Escolher para o Meu Caso?

    Clareamento ou Facetas: Qual Escolher para o Meu Caso?

    ESTÉTICA DENTAL

    Clareamento ou facetas: qual escolher para o seu caso? Os dois tratamentos são frequentemente vistos como concorrentes — mas resolvem problemas diferentes. Entender essa diferença é o primeiro passo para não escolher um tratamento baseado apenas na expectativa estética, sem considerar o diagnóstico.

    Mais intervenção não significa necessariamente melhor resultado. Quando existem alternativas capazes de alcançar um objetivo semelhante, abordagens que preservem mais estrutura dental saudável devem ser consideradas primeiro.

    Clareamento ou facetas?

    Clareamento dental

    Atua exclusivamente sobre a tonalidade dos dentes, sem alterar forma, tamanho ou posição. Indicado quando a queixa principal é a cor.

    Facetas

    Indicadas quando, além da cor, existem outras características a modificar — forma, contorno ou proporção. Envolvem algum desgaste do dente.

    Por que a ordem do tratamento importa

    Quando existe indicação de facetas, o clareamento — se necessário — costuma ser feito antes, para que a tonalidade final estabilizada seja considerada na seleção de cor. Isso acontece porque os materiais restauradores não clareiam da mesma forma que o esmalte natural. Inverter essa ordem pode gerar incompatibilidade de cor entre dentes naturais e restaurados.

    O que considerar antes de decidir

    Origem da alteração

    A causa do escurecimento ou da insatisfação estética precisa ser investigada primeiro.

    Estrutura dos dentes

    Restaurações existentes e a condição do esmalte influenciam a decisão.

    Conservação

    Alternativas que preservam mais estrutura saudável devem ser consideradas primeiro.

    É possível combinar os dois tratamentos?

    Sim, e essa é uma situação comum na prática. Um paciente pode iniciar com o clareamento dental para uniformizar a tonalidade de todos os dentes e, em uma etapa posterior, receber facetas em dentes específicos que apresentem alterações de forma ou pequenas fraturas que o clareamento sozinho não resolve. Nesses casos, o planejamento sequencial evita retrabalho: começar pela intervenção mais simples e conservadora, e avançar para a mais complexa apenas quando necessário, é a lógica que costuma guiar esse tipo de decisão em Estética Dental.

    Perguntas frequentes

    Clareamento estraga os dentes?

    Quando corretamente indicado e acompanhado, segue protocolos específicos. Sensibilidade pode ocorrer e a indicação precisa ser individualizada.

    Faceta é indicada para qualquer pessoa?

    Não. Depende da queixa, estrutura dentária, posição dos dentes e alternativas mais conservadoras disponíveis.

    É possível melhorar o sorriso sem desgastar muito os dentes?

    Em determinados casos existem alternativas conservadoras. Depende do diagnóstico e da alteração que se pretende tratar.

    Toda restauração antiga precisa ser trocada?

    Não. A decisão depende da condição clínica da restauração e do dente — reparo ou acompanhamento podem ser alternativas.

    PRÓRIR BRASÍLIA

    Atendimento em Estética Dental na PróRir Brasília

    A avaliação permite verificar as condições dos dentes, restaurações, mordida e discutir quais alternativas restauradoras ou estéticas podem ser consideradas.

    Conhecer Estética Dental na PróRir Brasília

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    Em dúvida entre clareamento e facetas?

    Uma avaliação ajuda a entender qual abordagem é compatível com a condição atual dos seus dentes.

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  • Perdi um Dente: Quais São as Opções de Prótese Disponíveis?

    Perdi um Dente: Quais São as Opções de Prótese Disponíveis?

    PRÓTESE DENTÁRIA

    Perdi um dente: quais são as opções de prótese dentária disponíveis? A perda de um dente pode alterar mastigação, estética e a posição dos dentes vizinhos ao longo do tempo. A boa notícia é que existem diferentes possibilidades de reabilitação — a escolha da mais adequada depende do diagnóstico, não de preferência isolada por um tipo específico.

    O planejamento deve começar pelo resultado final. Primeiro é necessário pensar no dente que precisa ser reconstruído, e a partir disso avaliar as alternativas de suporte disponíveis.

    3 opções de prótese dentária

    Prótese fixa sobre implante

    O implante serve de suporte a uma coroa fixa, quando há condições ósseas adequadas.

    Prótese parcial fixa (ponte)

    Dentes vizinhos ao espaço servem de suporte, sem necessidade de implante.

    Prótese parcial removível

    Substitui múltiplos dentes ausentes, podendo ser retirada para higienização.

    Implante e prótese não são a mesma coisa

    Implante

    É a estrutura instalada cirurgicamente no osso, servindo de suporte para a futura reabilitação protética.

    Prótese

    É a estrutura que efetivamente substitui o dente perdido, seja sobre implante, dentes naturais ou removível.

    Como a escolha é feita

    Fatores como quantidade de dentes perdidos, condição dos dentes remanescentes, tecido ósseo, mordida, higiene e expectativas do paciente entram nessa decisão. Por isso, duas pessoas com perdas dentárias semelhantes podem receber indicações diferentes.

    O que acontece se o dente perdido não for substituído

    Adiar a reposição de um dente perdido não é uma decisão neutra. Com o tempo, os dentes vizinhos ao espaço podem se inclinar em direção ao vão, o dente antagonista (da arcada oposta) pode extruir por falta de contato, e a mastigação tende a se concentrar do lado oposto, sobrecarregando os demais dentes. Esses efeitos costumam ser graduais e pouco percebidos no dia a dia, mas podem tornar a reabilitação futura mais complexa do que seria se o espaço tivesse sido resolvido logo após a perda do dente.

    Perguntas frequentes

    Qual é a melhor prótese dentária?

    Não existe uma modalidade universalmente melhor. Depende da quantidade de dentes perdidos, condição dos remanescentes e mordida.

    Implante e prótese são a mesma coisa?

    Não. O implante é instalado no osso e funciona como suporte. A prótese substitui efetivamente o dente.

    É possível colocar prótese sobre implantes?

    Sim. Implantes podem servir de suporte para coroas, pontes e diferentes modalidades de reabilitação.

    Prótese dentária precisa de manutenção?

    Sim. Próteses, dentes de suporte, implantes e mordida precisam ser acompanhados ao longo do tempo.

    PRÓRIR BRASÍLIA

    Atendimento em Prótese Dentária na PróRir Brasília

    A avaliação permite identificar as condições bucais e discutir quais modalidades de reabilitação podem ser consideradas para cada caso.

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    PRÓXIMO PASSO

    Perdeu um dente recentemente ou há mais tempo?

    Uma avaliação ajuda a identificar quais modalidades de reabilitação fazem sentido para o seu caso.

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  • Aparelho Dentário em Adultos: É Possível Fazer Depois dos 30?

    Aparelho Dentário em Adultos: É Possível Fazer Depois dos 30?

    ORTODONTIA

    Não existe idade limite para usar aparelho dentário em adultos. Adultos também podem realizar tratamento ortodôntico quando os dentes e os tecidos de suporte apresentam condições compatíveis com a movimentação planejada. O que muda é que o planejamento em adultos costuma exigir mais variáveis.

    Implantes não se movimentam como dentes naturais. Quando o paciente já possui implantes, sua posição precisa ser considerada no planejamento ortodôntico — isso pode direcionar diferentemente algumas etapas do tratamento.

    O que diferencia o aparelho dentário em adultos

    Em pacientes adultos, o planejamento costuma precisar considerar fatores menos relevantes em pacientes jovens: restaurações já existentes, ausência de dentes, presença de implantes, alterações periodontais e necessidade futura de reabilitação protética. Isso não impede o tratamento, mas exige uma avaliação mais ampla antes de iniciar a movimentação dentária.

    Aparelho fixo ou alinhador transparente?

    Aparelho fixo

    Utiliza acessórios fixados aos dentes e fios ortodônticos para produzir movimentos planejados ao longo do tratamento.

    Alinhador transparente

    Sequências de dispositivos removíveis transparentes, indicadas em casos selecionados conforme os movimentos necessários.

    Ambas as opções podem ser consideradas em pacientes adultos. A escolha depende dos movimentos dentários necessários, da complexidade do caso e das características individuais — não deve ser feita apenas pela preferência estética.

    O que também entra no planejamento

    Saúde periodontal

    Condições gengivais e ósseas precisam estar adequadas antes e durante o tratamento.

    Implantes existentes

    Sua posição precisa ser considerada, pois não acompanham a movimentação dentária.

    Reabilitação futura

    Próteses, implantes ou restaurações planejadas influenciam a sequência do tratamento.

    É tarde demais para começar depois dos 30?

    Não. A ideia de que o aparelho dentário em adultos é “tarde demais” é um dos mitos mais comuns em Ortodontia. Biologicamente, os dentes de um adulto saudável respondem à movimentação ortodôntica da mesma forma que os de um adolescente — o que muda é o ritmo, geralmente um pouco mais lento, e a necessidade de avaliar com mais cuidado a saúde periodontal e óssea antes de iniciar. Pacientes na casa dos 40, 50 ou mais também podem ser candidatos, desde que a avaliação clínica confirme condições adequadas dos dentes e dos tecidos de suporte.

    Perguntas frequentes

    Adulto pode usar aparelho?

    Sim. Tratamentos ortodônticos podem ser realizados em adultos quando existem condições adequadas dos dentes e tecidos de suporte.

    Quanto tempo dura o tratamento?

    Não existe um prazo único. A duração depende da complexidade, objetivos, resposta biológica e modalidade terapêutica.

    Preciso usar contenção depois do aparelho?

    Dispositivos de contenção são frequentemente utilizados após a fase ativa. Tipo e tempo de uso dependem do planejamento individual.

    Ortodontia pode ser feita antes de implantes?

    Sim. Em alguns planejamentos, a movimentação dentária pode criar ou redistribuir espaço antes da instalação de implantes.

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    Dr. Marconi Tavares, cirurgião bucomaxilofacial em Brasília

    SOBRE O AUTOR

    Marconi Tavares

    Cirurgião Bucomaxilofacial • Especialista em Harmonização Orofacial • Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial • Doutor pela Universidade de Brasília

    Cirurgião-dentista formado pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP), com Residência e Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela FORP-USP, Doutorado pela Universidade de Brasília (UnB) e especialização em Harmonização Orofacial. Atua em Cirurgia Bucomaxilofacial, Implantodontia e Harmonização Orofacial, integrando prática clínica, anatomia, planejamento facial, ensino e produção científica.


    Nota: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico, exames ou planejamento profissional individualizado.